quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Orquídea - CATASETUM - Cultivo: 4 elementos essenciais

Catasetum é um gênero com cerca de 150 espécies epifitas, endêmicos das Américas, do México à Argentina, metado dos quais, no Brasil. Diferencia-se das outras orquídeas por suas flores unissexuadas. muito raramente hemafrodita. As flores masculinas possuem duas anteras na parte inferior da coluna, que ao mais leve toque de um inseto, disparam, colocando-se no dorso do visitante, deixando-o pronto para fecundar uma outra flor. É um gênero com folhas longas e largas, plissadas e caducas (muitas caem antes da floração). A haste sai da base alongada e fusiforme do pseudobulbo e pode portar dezenas de flores, algumas perfumadas outras não.



CULTIVO

Há quatro elementos essenciais para o cultivo,do Catasetum : Luz, calor, umidade e ventilação



LUMINOSIDADE E TEMPERATURA

Catasetum requer iluminação intensa. Alguns de seus exemplares vivem como epifitas em troncos de palmeiras, recebendo iluminação direta (exceto a insolação do meio-dia de verão, quando recebem sombra das folhas das palmeiras). Mas, quando retirados de seu ambiente natural, não podem ser submetidos à mesma iluminação intensa, pois as condições de umidade e aeração são diferentes. Assim, devem ser protegidos com uma tela de 50% ou de um plástico leitoso. Por ser planta de clima tropical, não tolera o frio. Se no inverno, a temperatura cair abaixo de 10ºC, irá se estressar, perderá suas defesas e, em consequência, poderá contrair doenças que a levem a morte.



REGA, UMIDADE E VENTILAÇÃO

A rega é a parte mais critica de seu cultivo. Quando as folhas caem e a planta entra em estado de repouso, deve-se suspender a rega e não deixar no tempo, sujeita a chuvas prolongadas, exceto se estiver em tronco de árvores, caso em que a água será drenada rapidamente, o que não ocorre com raozes sufocadas desntro de vasos. A falta de umidade aborta os botões, mas o excesso, com raizes encharcadas, apodrece brotos e botões. Daí a grande importância da ventilação e de se observar o momento e o modo certo de regar. Quando a planta cessa o repouso e entra em atividade, com emissão de brotos e raizes, é hora de regar e adubar. Mas faça isso na parte da manhã, a fim de que folhas e bulbos fiquem secos no decorrer do dia. Parte aérea molhada é vetor para alastrar doenças. Se tiver que molhar no fim da tarde, molhe apenas o substrato.



PLANTIO E DIVISÃO

Plante e divida somente quando a planta emitir novos brotos e raizes. Não faça divisão com menos de três pseudobulbos, sob pena de uma muda ficar debilitada. Use potes, cestas ou placas de madeira. Há quem use garrafa pet com furos a 3 dedos acima da base, com brita no fundo, para que a água alí empoçada na hora da rega dê a umidade necessária sem atingir as raizes. O substrato pode ser casca de pinus, brita pequena, fibre de coco ou musgo, sem apertar, de modo que haja ventilação para as raizes.



ADUBAÇÃO

Não use adubo com excesso de nitrogênio. Este elemento é responsável pelo crescimento, útil para verduras, como saladas, ou folhagens ornamentais, mas não para orquídeas, onde olhas e pseudobulbos exageradamente grandes não implicam em uma boa florada. A planta deve crescer de maneira equilibrada com nutrientes bem balanceados. Ausênci de um nutriente não tera efeito imediato sobre a planta. Em geral, a consequênci virá alongo prazo, podendo variar de meses a ano. Assim se não tiver certeza de que um abubo é completo, faça rodízio entre diferentes marcas.

Fonte: Manual de cultivo da OASP - Volume 2

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