domingo, 15 de abril de 2012

Laelia (Hadrolaelia) perrinii

Beleza brasileira
O Brasil é conhecido mundialmente por sua beleza natural. Possui uma imensa variedade de fauna e, principalmente, flora. Cada espécie tem características únicas e surpreendentes, como o caso da Laelia perrini. Conheça mais sobre essa elegante planta.
Por Isis Rosa Nóbile Diniz e Fernando Manzan
Reportagem e Fotos : Fernando Manzan
Revista O Mundo das Orquídeas Ano 9 nº 44
“Só sei que sou louca por ela e pra mim ela é linda demais. E, além do mais, ela é carioca. Ela é carioca” embalaram com sua bossa os cantores e compositores Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Assim é a Laelia perrini. Ela é linda demais, mas não apenas carioca. Ela também pode ser capixaba e mineira. Endêmica do Brasil, foi localizada nos três respectivos estados: Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.
Trata-se de uma planta de rizoma rastejante e crescimento desordenado. Possui pseudobulbos em forma de clava, sendo mais fino na sua parte inferior próximo ao rizoma e engrossando a partir do segundo interno. Sem considerar a medida das folhas, podem alcançar 25 cm de altura. Adquirem sulcos e colorido verde- amarelado quando mais velho ou após floração.
Suas folhas possuem em torno de 30 cm de comprimento, 6 cm de largura e pontas arredondadas. São rígidas e coriáceas, principalmente quando mais velhas. Possuem colorido que podem variar desde o verde-cinzento até o púrpura, principalmente na sua parte inferior.
Uma particularidade da espécie são as bainhas que envolvem os novos pseudobulbos. Elas são largas. Formando uma espécie de bolsa, e proporcionam entrada de água. Em excesso, essa água poderá acumular e causar o apodrecimento dos pseudobulbos em formação.
HABITAT
Desenvolve-se entre altitude de 300m a 800m acima do nível do mar, podendo ser encontrada nas formas epífita e rupícola. A epífita geralmente pode ser vista em árvores de pequeno a médio porte, em sua maioria vegetando na parte mais baixa das árvores. Na forma rupícola, é encontrada sobre pedreiras, frequentemente próximas as matas e recobertas com bastante detrito vegetal.
FLOR
Possui flor consideravelmente diferente de outros gêneros, inclusive das demais espécies de Laelias. A Laelia perrini tem coluna estreita e labelo trilobado, no qual os lóbulos laterais formam um tubo também estreito e arredondado, abrindo, apenas um pouco, na parte medial. Com frequência, dispões de sépalas armadas e pétalas largas recobrindo as sépalas inferiores.
Faculmente, pode alcançar 12 cm de diâmetro e portar até 6 flores em uma mesma haste. Sua floração ocorre entre os meses de abril e maio. Dessa maneira, é conhecida como “Flor da Páscoa” nas regiões em que é encontrada.
Albescens : pétalas, sépalas e lóbulos medial e laterais na cor branca. entretando, algumas vezes, com praticamente imperceptíveis nuances de colorido róseo-pálido com destaque para a parte externa das pétalas;
Amesiana: pétalas e sépalas de colorido branco, com nuances róseo-pálido e lóbulo medial de colorido róseo intenso;
Amoena : pétalas e sépalas de cor branco-puro, apenas com colorido róseo bem claro em seu lóbulo medial;
Caerulea: pétalas e sépalas de colorido lilás-azulado com intensidade variável e lóbulo medial com colorido lilás-azulado intenso;
Concolor: pétalas, sépalas e lóbulos medieval e laterais com o mesmo colorido róseo de intensidade variável;
Semi-alba: pétalas e sépalas de colorido branco-puro, apenas com colorido lilás de forma e intensidade variáveis em seu lóbulo medial;
Suave: pétalas e sépalas de cor branca, com nuances de colorido lilás-pálido e lóbulo medial de colorido lilás-intenso;
Típica(lilás) : pétalas, sépalas e lóbulos laterais com o mesmo colorido lilás e mais intenso em seu lóbulo medial.
CULTIVO:
Pode ser cultivada de diferentes formas e aceita vários substratos oferecidos. Um deles e a casca de peroba, inteira ou cortada em cubos, colocada em vasos de cerâmica ou cestinha de madeira, necessitando apenas de menor espaço entre as regas. O cultivo mais adequado, que proporcionada plantas vigorosas e florações exuberantes, é o xaxim desfibrado e lavado. Usado em cestinhos de madeira, pois permite a aeração das raízes e a secagem do excesso de água retido pelo substrato. Outra particularidade da espécie é o fato de ela não tolerar cortes excessivos e com pequenas quantidades de pseudobulbos

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